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Jan 9 / Rede Fé e Desenvolvimento

Crise financeira deve levar a reforma ética

Cidade do Vaticano, 09 jan 2012 (Ecclesia) – Bento XVI lamentou hoje no Vaticano as “graves e preocupantes consequências” da crise económica e financeira mundial, afirmando que este momento deve levar à valorização da “dimensão ética”.

O Papa falava durante o encontro anual com os membros do corpo diplomático acreditados junto da Santa Sé, no qual aludiu a uma atualidade “lamentavelmente marcada por um profundo mal-estar e por diversas crises: económicas, políticas e sociais, que são a sua  expressão dramática”.

Segundo Bento XVI, essa situação deve levar à reflexão sobre a “existência humana e a importância da sua dimensão ética”, antes mesmo de um debate sobre os “mecanismos que governam a vida económica”, promovendo “novas regras que assegurem a todos a possibilidade de viver dignamente”.

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Jan 2 / Rede Fé e Desenvolvimento

Rumo a um novo paradigma para o desenvolvimento humano e sustentável

A FEC participou em Setembro passado no semiário que a CIDSE promoveu para reflexão sobre modelos de desenvolvimento. O seminário faz parte de um processo mais alargado que visa numa 1ª fase a produção de um documento de posicionamento para a Cimeira Rio + 20 (Junho de 2012, Rio de Janeiro), já acompanhando igualmente a agenda pós Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (2015). Será o crescimento imperativo? A economia verde; estilos de vida e comos er agentes de mudança, foram os 4 tópicos que estruturaram o trabalho que se desenrolou ao longo de 2 dias.

SeminarioCIDSE_Set2011

Jan 2 / Rede Fé e Desenvolvimento

“Educar os Jovens para a Justiça e a Paz”

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz

Chamados a Marcar este Tempo

“Que este tempo que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e pela paz.” Num tempo profundamente marcado pelo sentimento de crise, falência, desânimo e escuridão, Bento XVI clama (como voz no deserto) por sinais de esperança na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2012. Uma mensagem que tem como foco principal os jovens como agentes de mudança, chamados a ser fermento de confiança no novo ano que começa. 

Este apelo é sem dúvida pertinente. Não apenas pela coragem e idealismo própria da juventude, aos quais o Papa apela. Mas também porque serão os jovens os principais protagonistas da História após esta crise. História que se tem construído e que se constrói de exílios e desertos, alternados com tempos de prosperidade, momentos de Primavera e fases de profundo Inverno.

Os jovens são a classe etária mais afectada por um grande flagelo desta crise, o desemprego, actual e futuro. Muitos destes jovens, que no seu tempo de vida podem nunca ter experimentado sérias dificuldades, enfrentam agora famílias com pais desempregados, com situações precárias, famílias desestruturadas que a crise ainda mais destabiliza. Mais do que voltar rapidamente ao que se tinha, sente-se a urgência de marcar este Tempo com mudanças estruturais profundas na sociedade, encontrando respostas ajustadas aos desafios actuais. Os principais protagonistas destas mudanças, serão precisamente estes jovens. É urgente e pertinente um trabalho de reflexão, formação e mobilização deste grupo, estimulando a resposta e consolidação das redes sociais em que estão inseridos. Este acompanhamento passa sem dúvida pela Educação, que é antes de mais espaço de atenção e abertura.  

“Educar os Jovens para a Justiça e a Paz” é o título da mensagem de Bento XVI, com uma atenção especial às famílias, às instituições educativas, aos políticos e aos media, para além dos próprios jovens. A educação como lugar de abertura é recorrentemente referida. Mais uma vez com tanta pertinência. De que forma é que todas estes meios educativos têm sido para os mais novos espaços de abertura? Espaços de encontro consigo próprios, com o outro, com o Mundo, na sua diversidade. Espaços de descoberta da sua verdade e da verdade da Humanidade que não se diz a si mesma, que não se soluciona por si própria, que é por natureza aberta a uma realidade maior, que a transcende.

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Dez 24 / Rede Fé e Desenvolvimento

Ver proposta de reflexão/ acção em Recursos (Advento 2011, A Caminho do Natal)

Nov 2 / Rede Fé e Desenvolvimento

CIDSE preocupada com o Direito à Alimentação

Por ocasião do encontro da FAO em mais uma Semana Mundial da Alimentação, a CIDSE (www.cidse.org) deixa um conjunto de recomendações acerca da volatilidade do preço dos alimento e as suas consequências no Direito à Alimentação. A FEC apresenta este documento aos lideres políticos portugueses.

Mai 18 / Rede Fé e Desenvolvimento

Papa incentiva “nova evangeliza​ção do social”

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 17 de maio de 2011 (ZENIT.org) – É necessária hoje, no mundo da globalização, uma nova evangelização do social, que ofereça luz para os desafios e exigências da justiça e do bem comum, afirmou ontem o Papa Bento XVI.

O Pontífice recebeu, em audiência, os participantes de um congresso internacional promovido pelo Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, no 50º aniversário da encíclica Mater et Magistra, de João XXIII, que está sendo realizado em Roma.

Esta encíclica de João XXIII, sublinhou, “conserva grande atualidade, também no mundo globalizado”.

“O Papa Roncalli, com uma visão de Igreja colocada ao serviço da família humana sobretudo mediante sua específica missão evangelizadora, pensou na doutrina social – antecipando o Beato João Paulo II – como um elemento essencial para esta missão, por ser parte integrante da concepção cristã da vida.”

Para João XXIII, a doutrina social da Igreja “tem a Verdade como luz, o Amor como força propulsora, a Justiça como objetivo”, elementos que o Papa Bento XVI retoma da Caritas in veritate.

“A verdade, o amor e a justiça, indicados pela Mater et Magistra, junto ao princípio do destino universal dos bens, como critérios fundamentais para superar os desequilíbrios sociais e culturais, continuam sendo os pilares para interpretar e buscar solucionar também os desequilíbrios internos da globalização atual”, observou o Papa. ler mais…

Mai 18 / Rede Fé e Desenvolvimento

Advocacia social: uma forma de pôr em prática a Doutrina Social da Igreja

Ser cristão é ser profundamente cidadão. Conseguir uma cidadania mais consciente e participativa dos cristãos e da Igreja Católica no seu todo, em diálogo e cooperação com outras organizações da sociedade civil, é um dos grandes objectivos da Rede Fé e Desenvolvimento.

Com o intuito de contribuir para este objectivo com um passo concreto, a Rede promoveu em Lisboa (19 de Março) e no Porto (14 de Maio), um Workshop de um dia. Aqui ficam as apresentações dos três formadores:

Desenvolvimento, Jorge Cardoso (Fundação Gonçalo da Silveira) – WS_14Mai2011_JC

Doutrina Social da Igreja, Ir. Mafalda Leitão (AEFJN) – Doutrina_Social_da_Igreja_WS

Advocacia Social, Vítor Simões (Objectivo 2015) – rede-fe-dev_MAI2011

Mai 18 / Rede Fé e Desenvolvimento

O desafio da Segurança Alimentar: leituras cruzadas

Nos dias de hoje, cerca de 1 milhão de pessoas está em situação de fome extrema e a situação tem-se vindo a agravar. Mais do que falta de alimentos, na raiz deste gravissimo atentado aos Direitos Humanos, estão mecanismos deturpados e injustos de acesso à terra, distribuição e comercialização à escala global, com efeitos perversos ao nível local.

Foi com a intenção de sensibilizar a opinião pública para esta questão que a FEC, em parceria com a Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) e a Rede África Europa Fé e Justiça (AEFJN), promoveram o seminário “O desafio da Segurança Alimentar: leituras cruzadas das suas causas e consequências”, no contexto da 4ª edição de “Os Dias do Desenvolvimento”, que decorreram dias 5 e 6 de Maio em Lisboa.

O tema é complexo e interliga-se com diversas questões. Pareceu-nos por isso importante proporcionar uma reflexão construtiva com a
apresentação de três diferentes perspectivas/ abordagens (leituras cruzadas): a Alicia Aleman da Alboan (ONGD Jesuita do País Basco, parceira da FGS na Rede Xavier) levou-nos a uma passo prévio e basilar, a questão do Direito à Terra; a Gisele Henriques da CIDSE, contextualizou a questão na realidade global e
apresentou varias recomendações comprobadas com base em trabalho no terreno, sobretudo na implementação de projectos de agricultura sustentável em Timor; o José Diogo Albuquerque, perito da Direcção Geral da Agricultura da Comissão Europeia, trouxe-nos uma leitura da questão em interligação com a reforma da PAC (Política Agrícola Comum), actualmente em negociações.

Mas afinal o que é que se entende por Segurança Alimentar? A Segurança Alimentar  existe quando todas as pessoas, em todo
momento tem acesso físico e económico a uma alimentação saudável e nutritiva, que corresponde às suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida activa e de boa saúde. Na verdade, mais do que de Segurança Alimentar, deveriamos falar  de Soberania Alimentar, que reflecte um conjunto de princípios que protegem o espaço político dos povos, dos países e dos grupos de países para que determinem eles próprios a sua política agrícola e alimentar e o seu modelo de produção e de consumo. O direito à alimentação não trata só do acesso à alimentação mas também do acesso aos recursos produtivos; jurídico (enfatiza a dignidade, as obrigações dos estados e dá uma atenção especial aos grupos vulneráveis e marginalizados).

Mais do que levar a grandes conclusões, penso que esta iniciativa conseguiu sensibilizar os participantes para o tema, colocar em cima da mesa diferentes
pontos a ter em conta e deixar aberto um espaço de diálogo entre diferentes actores, um contributo concreto para a tão falada Coerência das Políticas (políticas agrícolas, de comercio, de desenvolvimento).

Pode fazer aqui download das apresentações: Em terreno comum_Alboan, Seguranca_Alimentar_Linhas_Cruzadas_CIDSE, PAC e SegurançaAlimentar

Para mais informações ou sugestões, contacte: redefedesenvolvimento@fecongd.org.

Mai 9 / Rede Fé e Desenvolvimento

Advocacia social: uma forma de pôr em prática a Doutrina Social da Igreja

No seguimento do encontro nacional da Rede Fé e Desenvolvimento, ocorrido em Abril de 2010, a FEC promove uma acção que visa mobilizar os cristãos a contribuir de forma mais informada e activa em processos de mudança e transformação no desenvolvimento. Ser cristão deve ter como reflexo uma cidadania activa, na construção de um mundo mais justo, de mais Esperança. Propor pistas de aprofundamento da Doutrina Social da Igreja e aliar esta base a estratégias de advocacia social (entendida como toda a forma de inluenciar práticas e políticas, a partir do olhar da justiça social) é o objectivo de dois Workshops que acontecerão dia 19 de Março em Lisboa e dia 14 de Maio no Porto com o apoio do Objectivo 2015 (Campanha do Milénio das Nações Unidas em Portugal).

Esta acção dirige-se a todas as pessoas/ grupos/ movimentos/congregações de inspiração religiosa e a todos os interessados nestas matérias.

Programa

09.30 – Acolhimento e Apresentações

10.00 – Principais desafios do desenvolvimento

11.00 – Pausa

11.30 – Doutrina Social da Igreja – o que conheço?

12.00 – DSI – traços gerais e interpelações

13.00 – Almoço partilhado

14.00 – Advocacia social – o que é? Casos de sucesso

14.30 – Passos para montar uma Campanha

15.00 – Montar uma Campanha em 60 minutos

16.00 – Pausa 16.30 – Apresentação dos trabalhos e reflexão partilhada

17.30 – Avaliação

18.00 – Encerramento

Inscrições Até dia 12 de Maio

Por mail para margarida.alvim@fecongd.org

Por telefone para 218 861 710

Indicar nome e Organização/Movimento/Congregação/Paróquia a que pertence. Participação gratuita. Trazer almoço prático para partilhar

Mar 30 / Rede Fé e Desenvolvimento

À conversa no Pátio

Cidade do Vaticano, 29 mar (RV) – Após Paris, serão Tirana e Florença a acolher o “Pátio dos Gentios”, e muitas outras cidades em todo o mundo, que já se ofereceram para hospedar esta iniciativa que deseja relançar o diálogo entre aqueles que crêem e os que não crêem, fortemente desejado por Bento XVI e que já obteve, na semana passada, um grande sucesso na capital francesa. O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, conversando com a Rádio Vaticano falou sobre o encontro de Paris.

R. – “A atmosfera em Paris foi de grande ajuda para poder iniciar este itinerário. Houve uma participação, especialmente no horizonte intelectual, muito forte e muito intensa. Em Paris, tínhamos realmente todas as áreas possíveis, todos os pontos cardeais, que iam da cultura à sociedade, das questões científicas às questões de direito, da arte à espiritualidade. Tivemos também a conclusão solene, com os jovens, na grande praça em frente à Catedral de Notre-Dame. Este horizonte tão complexo, tão vasto, tão mutável, agora nós gostaríamos, em certo sentido, torná-lo mais específico, desenvolvê-lo por setores. E é por isso que gostaríamos de iniciar por Tirana, herdeira de um país – único no mundo – que teve na sua Constituição o ateísmo, como ateísmo de Estado, de maneira oficial, e que agora, ao invés, se encontra em outra perspectiva. Gostaríamos de começar mais especificamente sobre a relação entre sociedade e espiritualidade ou a indiferença religiosa. Este será o primeiro, mas depois vamos expandir sobre temas mais específicos. Florença será a Universidade enquanto tal, depois, Barcelona, Estocolmo, Valência, Quebec, Praga e Milão. É uma espécie de calendário que continua crescendo e se ramificando e que cada vez mais torna-se setorial no diálogo entre crentes e não crentes”.

“Pátio dos Gentios”, inaugurado em Paris é um encontro internacional, uma nova estrutura para o diálogo com não crentes, que deseja ser um “espaço aberto”. Dom Ravasi disse que a Igreja Católica quer convidar os não crentes a “iniciarem uma viagem” conjunta, em busca da “verdade”, do “sentido da existência” e da “comunhão”.

O nome «Pátio dos Gentios» evoca o espaço homônimo que, no antigo Templo de Jerusalém, hospedava os não judeus. (SP)

Ligações: http://religionline.blogspot.com/2011/03/comeca-hoje-o-partio-dos-gentios-igreja.html, www.parvisdesgentils.fr/