“Educar os Jovens para a Justiça e a Paz”
Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz
Chamados a Marcar este Tempo
“Que este tempo que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e pela paz.” Num tempo profundamente marcado pelo sentimento de crise, falência, desânimo e escuridão, Bento XVI clama (como voz no deserto) por sinais de esperança na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2012. Uma mensagem que tem como foco principal os jovens como agentes de mudança, chamados a ser fermento de confiança no novo ano que começa.
Este apelo é sem dúvida pertinente. Não apenas pela coragem e idealismo própria da juventude, aos quais o Papa apela. Mas também porque serão os jovens os principais protagonistas da História após esta crise. História que se tem construído e que se constrói de exílios e desertos, alternados com tempos de prosperidade, momentos de Primavera e fases de profundo Inverno.
Os jovens são a classe etária mais afectada por um grande flagelo desta crise, o desemprego, actual e futuro. Muitos destes jovens, que no seu tempo de vida podem nunca ter experimentado sérias dificuldades, enfrentam agora famílias com pais desempregados, com situações precárias, famílias desestruturadas que a crise ainda mais destabiliza. Mais do que voltar rapidamente ao que se tinha, sente-se a urgência de marcar este Tempo com mudanças estruturais profundas na sociedade, encontrando respostas ajustadas aos desafios actuais. Os principais protagonistas destas mudanças, serão precisamente estes jovens. É urgente e pertinente um trabalho de reflexão, formação e mobilização deste grupo, estimulando a resposta e consolidação das redes sociais em que estão inseridos. Este acompanhamento passa sem dúvida pela Educação, que é antes de mais espaço de atenção e abertura.
“Educar os Jovens para a Justiça e a Paz” é o título da mensagem de Bento XVI, com uma atenção especial às famílias, às instituições educativas, aos políticos e aos media, para além dos próprios jovens. A educação como lugar de abertura é recorrentemente referida. Mais uma vez com tanta pertinência. De que forma é que todas estes meios educativos têm sido para os mais novos espaços de abertura? Espaços de encontro consigo próprios, com o outro, com o Mundo, na sua diversidade. Espaços de descoberta da sua verdade e da verdade da Humanidade que não se diz a si mesma, que não se soluciona por si própria, que é por natureza aberta a uma realidade maior, que a transcende.
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